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PROJETO IDOSO EM FOCO

A Comissão Estadual do Idoso da OAB/SC e demais órgãos e Instituições envolvidas no PROJETO IDOSO EM FOCO, sob a Coordenação do SESC/Prainha, Convida para participarem das atividades que serão realizadas durante os meses de setembro e outubro, e principalmente para o SEMINÁRIO DIREITO DE SER IDOSO, em parceria com o Tribunal de Justiça Núcleo V e o Conselho Municipal do Idoso.

Veja a Programação do Projeto Idoso em Foco clicando aqui. 

Comissão de Comunicação – CRESS 12ª Região

Encontro resgata luta contra a Ditadura e define agenda política da categoria

Encontro resgata luta contra a Ditadura e define agenda política da categoria
Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo receberão, em 2015 e 2016, eventos nacionais com temáticas variadas, como seguridade social, direitos trans, sigilo profissional, comunicação, entre outros

Imagem mostra participantes no auditório levantando o crachá de votaçãoPlenária final do 43º Encontro Nacional CFESS-CRESS (foto: Diogo Adjuto/CFESS)

“O ‘tecer na luta na manhã desejada’ só pode se dar coletivamente”. Foi com esse convite à categoria de assistentes sociais que o presidente do CFESS, Maurílio Matos, encerrou, neste domingo (21/9), o quarto e último dia do 43º Encontro Nacional CFESS-CRESS, em Brasília (DF).

Em um ambiente marcado pela construção democrática e fruição poética, de 18 a 21 de setembro, assistentes sociais da base e das diretorias dos CRESS e do CFESS discutiram e aprovaram 203 propostas da agenda política do Conjunto para os próximos três anos.

“Cabe a nós pensarmos estratégias de operacionalização dessas deliberações, tendo em vista que são frutos de uma construção coletiva e democrática. Exercemos aqui a liberdade de construir nossa agenda. E nosso compromisso sempre foi com a direção ético-politica do nosso projeto profissional”, completou o presidente em sua fala de encerramento.

Ao todo, o Encontro Nacional reuniu 280 participantes, sendo 191 assistentes sociais. Além das centenas de propostas aprovadas, o maior espaço deliberativo do Conjunto aprovou moções e a Carta de Brasília que, entre outras posições, refutou a impunidade de torturadores no período da Ditadura, as práticas de prisões injustificadas e a todas as formas de autoritarismo e opressão. e a criminalização da pobreza, em particular da juventude negra das periferias.

Leia a Carta de Brasília

Deliberações: ações para os próximos anos

Como acontece em todo Encontro Nacional, as propostas apresentadas pelos CRESS e CFESS são discutidas com profundidade nos eixos temáticos, para depois serem levadas para a plenária final.

No âmbito Administrativo-Financeiro, entre as principais deliberações estão aquelas acerca da realização do recadastramento obrigatório da categoria nos próximos anos e da confecção de novas carteiras de identidade profissional. O Conjunto pretende também ampliar as iniciativas de transparência à categoria e à sociedade.

No eixo da Comunicação, o Encontro Nacional definiu pela realização de uma campanha de gestão em comemoração aos 80 anos de Serviço Social no Brasil, a serem celebrados em 2016. Foi aprovado também o tema do Dia do/a Assistente Social 2015: “Assistente social: atribuições, competências e defesa das políticas públicas”. A Política de Comunicação também será debatida e atualizada.

Imagem mostra participantes debatendo propostas nos eixos temáticos

Eixo de Comunicação definiu o tema para o Dia do/a Assistente Social 2015 (foto: Rafael Werkema/CFESS)

O Conjunto deverá se posicionar contrário à existência do exame criminológico e favorável à revisão do código penal, em ações conjuntas com movimentos de defesa de direitos humanos e outras entidades, conforme aponta o relatório de Ética e Direitos Humanos do Encontro. Outra decisão diz respeito à defesa da legalização e regulamentação do plantio, cultivo, produção, comercialização e consumo de drogas, com ênfase na Política de Redução de Danos para situações de uso prejudicial, submetida a controle estatal.

No âmbito da Formação Profissional, o Conjunto deu centralidade ao Plano de Lutas contra a Precarização da Formação Profissional e continuidade ao Grupo de Trabalho, composto conjuntamente com ABEPSS e ENESSSO.  Além disso, se posicionou contrário ao mestrado profissional na área de Serviço Social, apoiando a definição da ABEPSS.

Em relação à Orientação e Fiscalização profissional, CFESS e CRESS assumiram a responsabilidade de reformular os atuais instrumentais utilizados nas ações de fiscalização, como o formulário de relatório de visitas, o termo de visita de fiscalização e notificação. O Conjunto vai também promover análise e estudos jurídicos quanto aos procedimentos cabíveis à fiscalização junto às instituições empregadoras acerca do cumprimento do artigo 5ºA da lei 8.662/1993, que estabelece jornada de 30 horas semanais, sem redução de salário para assistentes sociais (lei 12.317/2010).

No eixo das Relações Internacionais, o Conjunto pretende ampliar o leque de articulação internacional do Comitê Latino-Americano e Caribenho de Organizações Profissionais do Trabalho Social/Serviço Social (Colacats) com vistas a dialogar com respectivos países, na perspectiva de interlocução sobre as posições defendidas pelo projeto ético-político do Serviço social brasileiro, e realizar levantamento sobre a profissão nos países fronteiriços.

E na extensa agenda da Seguridade Social, o destaque vai para as ações de acompanhamento do processo de implementação da gestão do trabalho do SUAS nas três esferas de governo eo fortalecimento das lutas do Serviço Social na Educação e na Previdência Social, além da continuidade de defesa de um posicionamento contrário à privatização da Saúde e ao desmonte das políticas sociais.

O relatório final do Encontro, com todas as deliberações e moções, será divulgado em breve pelo CFESS.

Imagem mostra outro debate em eixo temático

Mais debates nos eixos temáticos (foto: Diogo Adjutoa/CFESS)

Para anotar: agenda de eventos do Conjunto

O Conjunto definiu também a agenda de eventos nacionais para os próximos anos. As datas ainda não estão fechadas, mas já dá para ter uma ideia do que vem pela frente.

Em 2015: 4º Seminário Nacional de Comunicação do Conjunto (Rio de Janeiro); 44º Encontro Nacional CFESS-CRESS (Rio de Janeiro); Encontro Nacional de Seguridade Social eServiço Social (Minas Gerais); e Seminário Nacional de Serviço Social e Direitos Trans  (São Paulo).

Em 2016: 15º Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais (Pernambuco); Seminário Nacional Serviço Social e Sigilo Profissional (Mato Grosso); 45º Encontro Nacional CFESS-CRESS (Mato Grosso); e Seminário Nacional Serviço Social e Regiões Fronteiriças (Pará).

Repercussão e avaliações

O 43º Encontro Nacional CFESS-CRESS foi bastante elogiado, seja pela estrutura e organização, pelo conteúdo das mesas, e pelo resultado final, com uma agenda política que requer do CFESS e CRESS ações coletivas.

“O Encontro foi muito positivo e sempre é um grande desafio para o Conjunto, já que estamos definindo nossas atividades para os próximos três anos. Atividades que caminham para a reafirmação do nosso Projeto Ético-político profissional e para a efetivação das políticas públicas”.

Cheila Queiroz, assistente social de base do CRESS-BA

“A mesa que debateu a resistência contra a Ditadura foi fundamental para resgatarmos as histórias de assistentes sociais que lutaram pela liberdade e democracia e nos impulsiona a aprofundar esse debate na Região Norte”.

Carlos Henrique, presidente do CRESS-RO

“Os debates e as temáticas foram de extrema qualidade e vão ao encontro ao que temos debatido no Rio Grande do Sul. A categoria sai fortalecida”.

Sueli Silva Santos, conselheira do CRESS-RS

“O Encontro Nacional mostra que as decisões políticas do Conjunto CFESS-CRESS são democráticas e horizontais. É o primeiro Encontro que participo e pude presenciar uma importante troca de ideias e experiências”.

Cristina Pimenta, assistente social da base do CRESS-MG

Imagem mostra presidente do CFESS Maurílio Matos“O ‘tecer na luta na manhã desejada’ só pode se dar coletivamente”, afirmou Maurílio Matos (foto: CRESS-CE)

Veja a cobertura completa do 43º Encontro Nacional

Mesa histórica reúne assistentes sociais que enfrentaram a ditadura

Brasília recebe o 43º Encontro Nacional CFESS-CRESS

Conjunto CFESS-CRESS lança publicação sobre irregularidades no EaD

 

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

Gestão Tecendo na luta a manhã desejada – 2014/2017
Comissão de Comunicação
Rafael Werkema – JP/MG 11732
Assessoria de Comunicação
comunicacao@cfess.org.br

Mesa histórica reúne Assistentes Sociais que enfrentaram a ditadura

Mesa histórica reúne assistentes sociais que enfrentaram a ditadura

Exílio, tortura, perseguição. Depoimentos fortes e emocionados levam participantes às lágrimas

Imagem mostra mesa que reuniu assistentes sociais que tiveram seus direitos violados durante a Ditadura Mesa que reuniu assistentes sociais que tiveram seus direitos violados durante a Ditadura (fotos: Diogo Adjuto/CFESS)

O Brasil ainda vive uma ditadura, que oprime a população negra, jovem e pobre do país. Essa foi uma das mensagens da mesa Serviço Social, Memórias e Resistências contra a Ditadura, organizada no segundo dia (19/9) do 43º Encontro Nacional CFESS-CRESS.

O debate reuniu cinco assistentes sociais, representando cada região do país, para contarem suas histórias de luta contra o regime militar, de 1964 a 1989. “Não é mais possível ocultar ou negar os crimes promovidos pelo Estado e por agentes que agiram em seu nome, que construíram essa mácula indelével na nossa história. Queremos resgatar a memória e construir a resistência”, afirmou a conselheira do CFESS Daniela Neves, antes dos depoimentos das pessoas que sofreram violência e tiveram seus direitos violados.

Quando Jorge Krug, Vicente Faleiros, Cândida Magalhães, Joaquina Barata e Rosalina Santa Cruz, assistentes sociais que vivenciaram os períodos mais sombrios do país, começaram seus relatos, o auditório foi tomado por um misto de sentimentos: comoção, angústia, dor. Mas as falas serviram, principalmente, para reoxigenar a luta da categoria contra a opressão, a violência e a violação dos direitos humanos.

Jorge Krug, 74 anos, foi presidente do extinto Conselho Federal de Assistentes Sociais. Em seu depoimento, o assistente social representante da região Sul destacou o clima de tensão e o estado de exceção que tomou o país. Ele fez questão de destacar que o serviço social, como profissão, foi capaz de resistir às ameaças do regime militar e, principalmente, se reconceituar.

Imagem mostra o assistente social Jorge KrugJorge Krug

Vicente Faleiros, ex-presidente do CFESS e do CRESS-DF, foi integrante da Ação Popular no inicio da década de 1960. Depois do Golpe de 1964, foi preso e interrogado pela polícia. Em 1967, ficou um mês detido num quartel general, em Brasília. Em 1969, teve que fugir do país, para não ser morto. Saiu de uma ditadura para acabar em outra, no Chile. Ficou preso por um longo período nos porões do barco Buque Lebu, de onde presas e presos políticos eram enviados a campos de concentração para serem torturados e assassinados. Com um salvo-conduto da Cruz Vermelha, conseguiu asilo político na Holanda. “Na Ditadura, a violência é estratégia de governança”, alertou.

Imagem mostra o assistente social Vicente FaleirosVicente Faleiros

Cândida Moreira Magalhães chegou a ser diretora do Sindicato de Assistentes Sociais do Ceará. Na década de 1970, foi acusada de incitar a população contra a Ditadura, quando trabalhava com famílias em comunidades pobres. Quando se mudou para Brasília, para tentar uma nova vida, foi sequestrada. Ficou noventa dias presas. Noventa dias sob todo tipo de tortura: afogamento, pau de arara, choque elétrico. “Todos os dias saía inconsciente das sessões”, contou. Tudo isso porque a polícia a acusava de participar de uma organização que assaltava bancos. “No entusiasmo da luta, nunca nos preparamos para uma situação como essa. Uma situação de desmonte. Passei anos da vida com medo de sair sozinha. Nosso país ainda tem processos de autoritarismo, a ditadura não acabou. A suprema imposição à vida é a luta”.

Cândida Magalhães

Joaquina Barata se formou em Serviço Social em 1963. Hoje, aos 79 anos, ela falou não só do período ditatorial e do sequestro de seu filho, mas também do período anterior ao Golpe, de 1959 a 1963. Segundo ela, existia um cenário de intenso processo cultural não só no Brasil, mas também na América Latina. “A reconceituação do serviço social da Amazônia passou pelo movimento estudantil”, afirmou. Quando seu filho foi preso, depôs à polícia assumindo toda a responsabilidade por ele. Frente a frente com o delegado, ela ainda escutou: “Vocês têm muita sorte. Hoje recebemos um comunicado do governo informando que acabaram as prisões políticas”.

Joaquina Barata

Rosalina Santa Cruz passou por tudo. Nascida em Olinda (PE), veio de uma família de militantes de esquerda. Vivenciou os horrores da repressão. Na sua segunda prisão, os policiais pegaram seu filho de cinco meses e ameaçaram de jogá-lo pela janela. “Meus filhos tiveram sua infância roubada pela Ditadura”. Seu irmão, Fernando Santa Cruz, é desaparecido político. “Ele pode ter sido incinerado”. Na década de 1970, Rosalina entrou na luta armada. Em 1971, foi presa em decorrência do trabalho com camponeses da baixada fluminense. “Até hoje a Comissão da Verdade não conseguiu localizar essas pessoas. Eu sobrevivi”. Rosalina sobreviveu a 52 dias de tortura, com choques no corpo todo, pau de arara. “Isso ainda existe, mas atinge a população jovem e negra. Não esquecemos a ditadura, assassinatos e torturas. Por isso, defendo o fim da polícia militar. A única luta que se perde é aquela se abandona”.

Rosalina Santa Cruz

O auditório foi tomado por aplausos e lágrimas. A vice-presidente do CFESS, Esther Lemos, ressaltou: “essa mesa foi fundamental para darmos voz a alguns dos sujeitos que, numa histórica trajetória de lutas sociais, sofreram tortura e lutaram em defesa da liberdade, da justiça social e a revolução. Resgatar essa história é necessário, não só para que não se percam as conquistas frutos dessas muitas lutas e resistências, mas também para a mudança do presente e do futuro”. Ela ainda fez questão de destacar que este Projeto será ampliado para a América Latina e Caribe, por meio do Comitê Latino-Americano e Caribenho de Associações Profissionais de Serviço Social (Colacats).

Gritos pela desmilitarização da Polícia Militar e pela exigência de que os torturadores sejam punidos foram entoados pelo auditório. Uma coisa ficou explícita: o Brasil vive uma falsa democracia, onde a população jovem negra é a mais atingida pela violência, repressão e pobreza.

Vídeo reúne trechos de depoimentos

Durante a mesa, o CFESS lançou um vídeo com alguns trechos de depoimentos de assistentes sociais que sofreram violação de direitos durante a ditadura.

Veja o vídeo AQUI!

“É mais uma homenagem do Conjunto a essas pessoas. Outros materiais serão produzidos a partir desse projeto”, afirmou Daniela Neves, do CFESS.

Participe do projeto

Se você é assistente social, vivenciou o período da Ditadura Militar (1964-1988) e sofreu violações de direitos em decorrência do momento político do país, veja como participar:

Passo 1

Clique aqui e faça o download do formulário de depoimento e denúncia do projeto “Serviço Social, memórias e resistências contra a Ditadura Militar”

Passo 2

Preencha-o respondendo, em até 6 laudas (15 mil caracteres), as seguintes questões:

  • Nome completo:
  • Universidade em que estudou:
  • Que tipo(s) de violência(s) sofreu?
  • Como aconteceu? Onde? Quando? (descreva o fato)
  • À época, participava de algum movimento ou partido de resistência? Qual?
  • Chegou a ser preso(a), exilado(a), demitido(a) ou perseguido(a)?
  • Se sim, sob qual alegação?
  • Cumpriu pena? Onde?
  • Você denunciou os fatos e violações ocorridas? Para quem?
  • Buscou a Justiça para ser reparado(a)?
  • Recebe alguma reparação do Estado? Espera receber?
  • Como as violações rebateram em seu cotidiano profissional?
  • Deixe uma mensagem para estudantes de serviço social e assistentes sociais que não vivenciaram o período da Ditadura, abordando a importância de se resgatar a memória da luta contra o Regime Militar.

Passo 3

Salve o arquivo e envie para o e-mail memoriaeresistencia@cfess.org.br

Passo 4

Se tiver interesse, envie também fotos e outros documentos que registrem o momento histórico que vivenciou.

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

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Brasília recebe o 43º Encontro Nacional CFESS-CRESS

Brasília recebe o 43º Encontro Nacional CFESS-CRESS

Evento é o primeiro das novas gestões do Conjunto

Mesa de abertura teve representação da Enesso, do CRESS-DF, do CFESS e da AbepssMesa de abertura teve representação da Enesso, do CRESS-DF, do CFESS e da Abepss

No primeiro ano das gestões do Conjunto CFESS-CRESS, o Encontro Nacional, espaço máximo de deliberação, é realizado em Brasília (DF), local de sede do CFESS. Por isso, a capital federal recebe, até este domingo (21), o 43º Encontro Nacional CFESS-CRESS, com o tema Projeto Ético-político do Serviço Social: memória e resistência. O encontro utiliza, de forma inédita, uma nova metodologia, aprovada em 2013,

Com cerca de 350 participantes, dentre conselheiros/as dos CRESS e Seccionais, assessores/as, assistentes sociais de base e convidados/as, o evento teve início nesta quinta-feira (18), com a leitura e aprovação do regimento pela conselheira do CFESS Sandra Teixeira e pela conselheira Tanany Reis, do CRESS-PE, anfitrião do evento em 2013.

Na mesa de abertura, a representante da Enesso, Letícia Rodrigues, reiterou a importância da aliança entre as entidades representativas do Serviço Social. “Compreendemos que somos, acima de tudo, companheiros na direção de uma luta unificada pelos direitos da classe trabalhadora”, afirmou.

Em seguida, a representante da Abepss, Telma Gurgel, reforçou a resistência que se faz necessária diante do avanço do conservadorismo no pais. “Em um contexto de regressão de direitos, de opressão dos movimentos sociais, que esse encontro fortaleça nossa agenda, que sejamos resistentes e que a luta seja imediata!”, conclamou Gurgel.

Já a presidente do CRESS-DF, Marlucia Ferreira do Carmo, apontou a importância da aproximação e articulação entre as novas gestões do Conjunto. “Nossa objetivo é construir estratégias de luta diante dos desafios que a realidade atual nos coloca”, disse ela.

Para a vice-presidente do CFESS, Esther Lemos, que concluiu a mesa, o Encontro Nacional é um momento fundamental para a construção coletiva das estratégias de ação frente o contexto de crise estrutural do capital. “No marco da renovação nas direções do Conjunto CFESS-CRESS, vamos reafirmar nosso compromisso ético político de defesa da classe trabalhadora, na direção do fortalecimento de nosso projeto profissional”, finalizou a conselheira.

Conferência de abertura

Após a mesa, os debates do 43º Encontro Nacional prosseguiram com a conferência O Conjunto CFESS-CRESS na afirmação do projeto ético-político. A primeira a falar foi a assistente social e professora da Universidade de Brasília (UnB), Ivanete Boschetti, que enfatizou a importância do debate crítico diante do avanço de uma ideologia conservadora, de naturalização do capitalismo.

“O debate cotidiano é absolutamente fundamental para a construção de estratégias de materialização do projeto ético-político, em um momento marcado pela perseguição do pensamento critico anticapitalista”, avaliou a professora.

Conferência contou com palestras do presidente do CFESS, Maurílio Matos e da professora da UnB, Ivanete BoschettiConferência contou com palestras do presidente do CFESS, Maurílio Matos (esq.) e da professora da UnB, Ivanete Boschetti (dir.) – (foto: Rafael Werkema)

Para completar as falas da conferencia, o presidente do CFESS, assistente social da Secretaria de Saúde de Duque de Caxias (RJ)e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Maurílio Matos, fez um histórico da profissão de assistente social no Brasil, bem como deu um panorama da história do Conjunto CFESS-CRESS. Em seguida, destacou o desafio de afirmação da construção da ética, baseada na defesa dos direitos humanos e nos princípios do projeto ético-político do Serviço Social.

“É essencial que fortaleçamos nossas alianças com movimentos sociais, que qualifiquemos nossas comissões permanentes de ética, de modo a construirmos uma agenda afinada com a defesa dos direitos humanos, olhando para a profissão e refletindo sobre a importância da presença e da atuação do serviço social nos diversos espaços que vêm sendo construídos e ocupados pela profissão há mais de 30 anos”, observou o presidente do CFESS.

As atividades terminaram, no primeiro dia, com a tradicional chamada das delegações, em um momento de recepção das delegações de todos os estados do Brasil.

Grupos temáticos

Nos dias 19 e 20, ocorrem as reuniões dos Eixos Temáticos. Nessa parte do encontro, participantes debatem, proposta a proposta, as ações do Conjunto no âmbito Administrativo-Financeiro, Comunicação, Ética e Direitos Humanos, Fiscalização, Trabalho e Formação Profissional e Relações Internacionais. Depois dos debates, tira-se um documento consolidado para ser aprovado na Plenária final, que ocorre no domingo (21).

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Documento é o segundo volume com denúncias sobre a modalidade de ensino

Imagem da mesa que lançou o segundo volume da brochura sobre o EaDEncontro lançou o segundo volume da brochura sobre o EaD. Na imagem, a professora responsável pela sistematização dos dados, Larissa Dahmer, fala na mesa (foto: Rafael Werkema)

O 43º Encontro Nacional começou nesta quinta-feira (18) em Brasília (DF) com um momento importante: o lançamento da publicação “Sobre a incompatibilidade entre graduação à distância e Serviço Social – vol. II”. O documento dá visibilidade a dados e informações acerca de irregularidades verificadas pela fiscalização dos CRESS de todo o Brasil nas instituições que oferecem essa modalidade de ensino.

Para apresentar a publicação, a conselheira do CFESS Juliana Melim, explicou que o documento reforça o descompromisso das instituições de ensino superior que ofertam o curso de serviço social EaD, bem como o descompromisso do Ministério da Educação (MEC) com o acompanhamento e a fiscalização do funcionamento desses cursos. “Reafirmamos nossa defesa da educação laica, presencial, gratuita e de qualidade, em aliança com os movimentos sociais e com o Ande-SN. Essa publicação será entregue ao MEC, ao Conselho Nacional de Educação e ao Ministério Público, em forma de denúncia”, afirmou Juliana Melim.

Também à mesa composta para lançar a publicação, a professora da Universidade Federal Fluminense e assessora do Grupo de Trabalho (GT) responsável pela elaboração do documento, Larissa Dahmer, destacou que a produção desse estudo visa a tornar públicas informações que muita gente desconhece, de modo a reafirmar a defesa de uma formação crítica e qualificada. “O EaD é a máxima indicação da precarização e da mercantilização do ensino superior no Brasil”, completou Larissa Dahmer, responsável pela sistematização dos dados.

Quem também participou do debate foi o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), representado pela professora Marta Maria Azevedo Queiroz, que reafirmou a importância da luta conjunta entre as entidades. “Entendemos que o ensino presencial tem caráter formador e crítico, ao passo em que o EaD enfraquece a educação pública superior no Brasil, impedindo o estudante de vivenciar a interação entre ensino, pesquisa e extensão”, observou a professora.

Para a representante da Abepss, Telma Gurgel, a mercantilização do ensino, precisa ser resistida, em uma luta ideológica na defesa da educação de qualidade. “O direito à educação pública, gratuita e laica é um direito da população, que não pode ser oferecido como um mero produto do capital”, disse Telma Gurgel.

A representante da Enesso, Renata Fonseca, concluiu as falas da mesa, defendendo que a produção do conhecimento deve servir para a emancipação das relações sociais. “Uma vez o EaD fragiliza a educação no Brasil, essa modalidade acaba sendo um instrumento de dominação ideológica e política do sistema capitalista”, conclui a estudante.

A publicação será enviada para distribuição em todo o Brasil pelos CRESS e Seccionais. Vale lembrar que o primeiro volume do estudo, lançado em 2011, relatou problemas como falta de bibliotecas, de infraestutura física e de equipamentos adequados nos polos dos cursos, dentre outras questões.

Clique aqui e acesse a nova publicação

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