Campanha de Recadastramento CRESS 12ª Região

#Descrição da Imagem: Arte vertical com fundo verde escuro. No topo a logomarca do CRESS/SC. No centro o texto: Atualize seus dados. É importante para você e para o CRESS. Afinal, o CRESS somos todas/os nós Assistentes Sociais. Acesse o site www.cress-sc.org.br/cadastro. No centro a logo do CRESS/SC. No canto inferior esquerdo ícones representando e-mail, telefone, deficiência, gênero, endereço e raça/cor e texto: Para dúvidas e informações, ligue para (48) 3224 6135 ou encaminhe um e-mail para cress@cress-sc.org.br. No canto inferior direito desenho de uma mulher negra sentada atrás de uma mesa e uma pessoa branca sentada em uma cadeira na frente da mesa. Desenho está sobre um semicírculo azul.

O Conselho Regional de Serviço Social (CRESS 12ª Região) convida todas/os Assistentes Sociais de Santa Catarina para atualizarem seus dados junto ao Conselho.

Além dos campos para preenchimento do e-mail, endereço e telefone, foram adicionados campos novos para preenchimento. Agora é possível alterar a Raça/Cor, Identidade de Gênero, Nome Social e Deficiência. Com essas informações o CRESS/SC terá dados mais concretos e mais próximos da realidade das/os profissionais do estado.

Para acessar a campanha é necessário ter login e senha dos Serviços On-line.

Serviços On-line

Acesse os Serviços On-line (clicando aqui). Se ainda não tiver login e senha, crie no primeiro acesso. É rápido e fácil!

Na página Serviços On-line é possível emitir certidão de regularidade, acessar seu boleto de anuidade, etc. Lembrando que o Boleto da anuidade não é mais enviado por correspondência e deve ser emitido on-line.

Caso seja o primeiro acesso aos Serviços On-line e tenha dúvidas sobre como cadastrar login e senha, temos um vídeo do passo a passo aqui: http://cress-sc.org.br/2021/10/11/seus-dados-estao-atualizado

Caso já tenha acesso ao Serviços On-line participe da Campanha de Recadastramento clicando no link abaixo:

ATUALIZE SEUS DADOS CLICANDO AQUI

Informações de contato

O e-mail, endereço e telefone devem estar sempre atualizados. É por intermédio desses canais de comunicação que o CRESS se comunica com a categoria. Sempre que mudar de e-mail atualize seus dados no sistema. O mesmo vale para seu endereço. Hoje, cerca de 5% dos informativos enviados por correspondência não chegam ao seu destino. Erros no preenchimento dos dados ou mesmo a alteração do CEP de sua rua impedem que os Correios entreguem corretamente as correspondências que o CRESS envia. Algumas cidades de Santa Catarina tiveram seus bairros mapeados pelos Correios, portanto aqueles CEPs gerais utilizados anteriormente não funcionam mais. Verifique se sua rua possui um CEP próprio e atualize junto com CRESS/SC. Acesse o site dos CORREIOS (www.correios.com.br) e pesquise em “Busca CEP ou Endereço”.

Raça/Cor, Gênero e Deficiência

É muito importante que o CRESS/SC tenha essas informações para que possamos conhecer, ainda mais, a categoria de Assistentes Socais de Santa Catarina, e assim pensar ações e pautas que contemplem a todas/os.

Raça/Cor ¹

O conceito de raça que é, muitas vezes, utilizado em uma conotação biologicista, ultrapassada, conservadora e sem fundamentação científica, deve ser compreendido hoje como uma construção sócio-histórica, despido de qualquer elaboração com bases biológicas. Raça, entendida nesta perspectiva, é uma categoria complexa, multifacetada e indispensável ao debate sobre discriminação racial e racismo. E a sua apropriação, sob a perspectiva da totalidade social, faz-se premente e necessária no âmbito dos estudos e reflexões acerca do racismo nas sociedades contemporâneas. É importante destacar a importância dos movimentos sociais negro e antirracista nesse processo de abandono da concepção biológica do termo raça e de sua ressignificação como uma categoria fundamental para análise das relações e desigualdades étnico-raciais.

Em um país miscigenado como o que vivemos, formado por uma forte e rica diversidade étnico-racial, pessoas com cores, culturas, sociabilidades e até línguas, muitas vezes diferentes, podem gerar certa dificuldade ou resistência em relação ao registro do quesito cor nos instrumentos de identificação e sistemas de informação. Entretanto, essa não é uma situação nova na história do país. Desde o primeiro censo de população realizado no país em 1872, o quesito cor estava presente, tendo quatro opções de resposta: “branco”, “preto”, “pardo” e “caboclo”. Embora essas categorias de classificação de “cor” não sejam consenso e estejam sempre em discussão pelos órgãos oficiais e censos demográficos, continuam sendo necessárias para o registro de informação sobre a composição e perfil étnico-racial da população, bem como para a formulação de políticas públicas, sobretudo das políticas voltadas para enfrentamento das desigualdades étnico-raciais. Nesse sentido, é fundamental que conste nos formulários e documentos de registro de informação dos serviços públicos e de atendimento à população o quesito “cor”, e que este seja corretamente preenchido (autodeclaração). As categorias que devem constar, nesses instrumentos, são as utilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): branca, preta, parda, amarela e indígena.

Identidade de Gênero²

Com qual gênero você se identifica? Ou você não se identifica com nenhum gênero?

Frequentemente, o preconceito e a discriminação de natureza homofóbica estão baseados em estereótipos sobre o que deve ser uma “mulher verdadeira” ou um “homem verdadeiro”. Isto ocorre, porque vivemos em uma ordem social firmada no binarismo de gênero.

O binarismo de gênero é uma ideologia constituída pela afirmação de que mulheres e homens são radicalmente distintos e que esta distinção está fundada nos corpos biológicos e que, portanto, ela é imutável e inquestionável. Como qualquer ideologia, ele produz um ocultamento da realidade social, destinado a esconder das pessoas o modo real como as relações sociais são produzidas.

É importante dizer que não se nega aqui a ideia de que existem distinções biológicas. O que defendemos (a partir de muitos estudos de várias áreas do conhecimento, principalmente as ciências sociais), é que as distinções biológicas não existem em absoluto. São múltiplas construções sociais que dão sentido aos nossos corpos e ao que eles fazem.
O binarismo de gênero dá suporte ao preconceito, a um critério de verdade e, com ele, a muitos privilégios e à desigualdade social própria do capitalismo, que vemos nos diferentes espaços de sociabilidade. Um dos privilégios mais comuns sustentados pelo binarismo é o que goza a maior parte do que está socialmente associado ao masculino, em detrimento da desvalorização da maior parte do que está associado ao feminino.

Uma das frações da população usuária do Serviço Social mais afetadas pelo caráter opressivo do binarismo de gênero, é aquela formada pelas/os que se autorreconhecem como mulheres transexuais, homens transexuais e as travestis, assim como aquelas pessoas que não se identificam com estas categorias, mas se recusam a ser percebidas somente como mulheres ou somente como homens (algumas destas últimas pessoas preferem ser reconhecidas como não binárias).

Deficiência³

A busca por efetivar os direitos da pessoa com deficiência é uma das bandeiras de lutas do conjunto CFESS/CRESS. Pensar estratégias para diminuir as dificuldades de acesso e garantir os direitos das/os profissionais com deficiências de Santa Catarina é uma das metas do CRESS/SC, e para isso ser possível precisamos conhecer a categoria profissional como um todo. Saber quais são as necessidades é o primeiro passo para tentar garantir as mesmas condições de acesso aos conteúdos disponibilizados pelo Conselho, pensar na acessibilidade necessária e gerar conteúdo de interesse para todas/os de forma inclusiva.

Participe de nossa Campanha de Recadastramento!

A Campanha estará ativa até 31/05/2022.

O CRESS somos todas/os nós Assistentes Sociais!

Conselho Regional de Serviço Social de Santa Catarina – CRESS 12ª Região

¹ Fonte: http://www.cfess.org.br/arquivos/CFESS-Caderno03-Racismo-Site.pdf
² Fonte: http://www.cfess.org.br/arquivos/CFESS-Caderno04-Transfobia-Site.pdf
³ Fonte: http://www.cfess.org.br/arquivos/CFESS-Caderno07-PCD-Site.pdf